Tratamento com internação voluntária

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Tratamento com internação voluntária: quando considerar e como funciona

O que é tratamento com internação voluntária e quando pode ser considerado

Quando uma pessoa adulta enfrenta sofrimento psíquico intenso, dependência química ou dificuldade persistente para manter o cuidado em regime ambulatorial, o tratamento com internação voluntária pode ser uma possibilidade a ser discutida com responsabilidade.

A decisão não deve nascer apenas do desespero da família, mas de uma avaliação clínica que considere segurança, autonomia, adesão ao tratamento e necessidade real de cuidado intensivo.

Definição rápida: internação voluntária é a modalidade em que o paciente aceita receber cuidado e consente com sua permanência em um ambiente terapêutico.

Ela pressupõe que a pessoa compreenda minimamente a necessidade de tratamento, participe da decisão e seja acolhida por uma equipe de saúde mental em condições seguras e humanizadas.

Esse tipo de internação pode ser considerado quando há sinais de que o cuidado fora da clínica não está sendo suficiente para proteger a saúde, organizar a rotina terapêutica ou reduzir riscos.

Em geral, a discussão envolve situações como:

  • Sofrimento psíquico intenso, com prejuízo importante na vida pessoal, familiar ou social;
  • Uso problemático de álcool ou outras drogas, especialmente quando há perda de controle, recaídas frequentes ou agravamento clínico;
  • Dificuldade de adesão ao tratamento ambulatorial, mesmo com apoio familiar e acompanhamento profissional;
  • Necessidade de avaliação psiquiátrica, estabilização clínica ou cuidado contínuo em ambiente protegido;
  • Risco à própria saúde, negligência grave do autocuidado ou exposição recorrente a situações perigosas;
  • Sobrecarga familiar associada à falta de recursos seguros para lidar com a crise em casa.

Um ponto essencial é diferenciar consentimento real de simples pressão familiar.

A internação voluntária não deve ser confundida com uma decisão tomada apenas porque familiares insistiram ou porque a pessoa foi constrangida a aceitar.

Para ser voluntária, a escolha precisa envolver algum grau de compreensão, concordância e participação do paciente adulto, ainda que ele esteja fragilizado e precise de orientação para entender a gravidade do quadro.

A família tem um papel importante no acolhimento, na oferta de informações sobre histórico de saúde mental, uso de substâncias e mudanças de comportamento, mas a indicação de internação deve ser orientada por profissionais de saúde mental.

Psiquiatras, psicólogos, equipe de enfermagem e outros integrantes da equipe multiprofissional podem avaliar se a internação é necessária, se há alternativas ambulatoriais e quais cuidados preservam melhor a dignidade e a segurança do paciente.

Em Cascavel, Paraná, a Clínica Homem Leão atua no cuidado em saúde mental e em problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, com proposta de atendimento humanizado e equipe multiprofissional.

Dentro de uma abordagem responsável, a internação deve ser compreendida como parte de um cuidado integral: acolher a crise, proteger a vida, organizar o tratamento e preparar caminhos possíveis para continuidade do acompanhamento.

Cada caso exige avaliação individual.

Não existe um critério único que determine, sozinho, quando a internação voluntária é a melhor opção.

A gravidade dos sintomas, os riscos envolvidos, a condição clínica, a capacidade de consentimento, o apoio familiar e a possibilidade de adesão ao cuidado precisam ser analisados em conjunto antes de qualquer decisão.

Como funciona a avaliação antes da internação

Antes de qualquer internação em saúde mental ou dependência química, a decisão precisa partir de uma avaliação individualizada.

Esse cuidado é essencial para entender se a internação é realmente indicada, qual nível de risco está presente e que tipo de acompanhamento pode proteger a vida, favorecer a estabilização e organizar a continuidade do tratamento.

Em resumo, as principais etapas antes da internação costumam ser:

  1. Acolhimento inicial: escuta do paciente e/ou da família para compreender o sofrimento psíquico, o contexto atual e a urgência da situação.
  2. Avaliação clínica e psiquiátrica: análise da condição física, do estado mental, de sintomas agudos, comorbidades e necessidade de estabilização.
  3. Levantamento do histórico de uso de substâncias: quando há álcool ou outras drogas envolvidas, busca-se entender padrão de uso, tempo de consumo, tentativas anteriores de tratamento e possíveis riscos de abstinência.
  4. Análise de riscos imediatos: identificação de sinais de gravidade, risco de autoagressão, agressividade, desorganização importante, abandono de cuidados básicos ou exposição a situações perigosas.
  5. Avaliação da rede familiar e de apoio: compreensão de quem acompanha o paciente, quais limites a família enfrenta e que suporte poderá existir durante e após a internação.
  6. Definição de conduta: a equipe avalia se a internação é indicada ou se outro tipo de cuidado pode ser suficiente naquele momento.
  7. Elaboração do Plano Terapêutico Singular: quando a internação é indicada, o cuidado deve ser planejado conforme as necessidades clínicas, psiquiátricas e psicossociais do paciente.
  8. Acompanhamento contínuo: após a admissão, a evolução precisa ser monitorada para ajustar condutas, medicação, rotina terapêutica e estratégias de reinserção familiar e social.

A internação não deve ser tratada como punição, castigo ou simples isolamento.

Em saúde mental, ela é um recurso terapêutico indicado quando há necessidade de cuidado intensivo, proteção da vida, estabilização de um quadro agudo, desintoxicação supervisionada ou maior suporte para adesão ao tratamento.

Na prática, a avaliação costuma considerar perguntas como: o paciente consegue compreender minimamente sua condição? Há risco imediato para si ou para terceiros? O tratamento ambulatorial tem sido suficiente? Existe sofrimento psíquico intenso? O uso de substâncias está comprometendo segurança, saúde ou funcionamento familiar e social? Há condições de manter cuidado contínuo fora de um ambiente protegido?

No contexto da Clínica Homem Leão, em Cascavel, Paraná, o cuidado informado pela instituição envolve equipe multiprofissional e elaboração de Planos Terapêuticos Singulares, com participação de profissionais como médicos psiquiatras, enfermagem, psicologia, nutrição e outros especialistas.

Essa organização ajuda a evitar decisões genéricas e direciona o tratamento conforme a situação concreta de cada paciente.

A família pode participar da avaliação?
Sim, a participação familiar pode contribuir muito, especialmente quando ajuda a relatar histórico de tratamento, mudanças recentes de comportamento, uso de substâncias, episódios de crise e riscos percebidos.

Ainda assim, essa participação deve respeitar os direitos do paciente, o sigilo, a ética profissional e os limites legais aplicáveis.

É importante lembrar que nenhuma orientação geral substitui uma avaliação médica, psiquiátrica ou psicológica.

A indicação de internação deve ser feita por profissionais habilitados, com linguagem e conduta compatíveis com diretrizes do Ministério da Saúde, normas sanitárias aplicáveis e legislação vigente.

Internação voluntária e internação involuntária: qual é a diferença

A diferença central está no consentimento.

Na internação voluntária, a pessoa compreende a necessidade de cuidado e aceita permanecer em um ambiente terapêutico.

Na internação involuntária, a internação ocorre sem o consentimento do paciente, mediante solicitação e avaliação profissional, quando há critérios clínicos e legais que justifiquem a medida para proteção da vida, da saúde e da integridade.

Em termos práticos, o tratamento com internação voluntária pressupõe participação ativa do paciente: ele reconhece, ainda que com ambivalência ou sofrimento, que precisa de ajuda e concorda com o cuidado.

Já a internação involuntária exige cautela adicional, porque envolve uma decisão sem consentimento e deve ser analisada à luz da legislação vigente, incluindo a Lei Federal nº 10.216/2001 e a Lei Federal nº 13.840/2019, além de critérios clínicos avaliados por profissionais habilitados.

Quadro conceitual da diferença

  • Consentimento: na internação voluntária, há consentimento do paciente; na involuntária, não há consentimento no momento da internação.
  • Quem solicita: na voluntária, a própria pessoa aceita o cuidado, geralmente com apoio da família; na involuntária, a solicitação costuma partir de familiares ou responsáveis, sempre dependendo de avaliação profissional.
  • Cuidados legais: a voluntária deve respeitar autonomia, dignidade e direitos do paciente; a involuntária exige atenção específica à legislação, registro adequado, avaliação clínica e proteção à integridade da pessoa e de terceiros.

Essa distinção é importante porque muitas famílias procuram informações sobre internação voluntária quando, na realidade, enfrentam uma situação em que o paciente recusa ajuda, nega riscos ou não reconhece a gravidade do uso de álcool, outras drogas ou de um transtorno mental.

Nesses casos, não se deve presumir automaticamente que a internação será voluntária.

Recusa, confusão, medo, negação da doença ou resistência familiarmente percebida como teimosia podem ter significados clínicos diferentes e precisam ser avaliados com cuidado.

Se a pessoa recusa ajuda, ainda é internação voluntária?

Não necessariamente.

Para ser considerada voluntária, a internação depende de consentimento real, não apenas de pressão familiar ou concordância momentânea sem compreensão mínima do que está acontecendo.

Se a pessoa não aceita o cuidado, não consegue avaliar os riscos ou apresenta um quadro que compromete sua segurança, a situação deve ser discutida com profissionais de saúde mental para verificar quais caminhos são adequados do ponto de vista clínico, ético e legal.

A autonomia do paciente continua sendo um ponto central.

Mesmo quando há sofrimento intenso, dependência química, risco de autoagressão, risco a terceiros ou deterioração do estado de saúde, a decisão sobre internação não deve ser tratada como punição, isolamento ou simples solução familiar.

A internação é um recurso terapêutico e deve estar vinculada a avaliação clínica, segurança assistencial, comunicação responsável com a família e preservação da dignidade.

No caso da Clínica Homem Leão, o serviço descrito é especializado em internação involuntária para maiores de 18 anos, conforme avaliação clínica e psiquiátrica, solicitação familiar quando aplicável e conformidade com a legislação vigente.

A clínica atua em Cascavel, Paraná, no cuidado em saúde mental e dependência química, com proposta de atendimento humanizado, equipe multiprofissional e elaboração de Plano Terapêutico Singular conforme as necessidades identificadas.

Para famílias em dúvida, o passo mais seguro é buscar orientação profissional antes de definir a modalidade de cuidado.

Quando há consentimento, pode-se discutir a possibilidade de uma internação voluntária.

Quando não há consentimento, a situação exige avaliação ainda mais criteriosa, especialmente para diferenciar conflito familiar, resistência ao tratamento, risco clínico e critérios legais para uma internação involuntária.

Para aprofundar esse tema dentro do percurso de cuidado, vale consultar também uma página específica sobre internação involuntária, caso esteja disponível no site da clínica.

Direitos, dignidade e segurança durante a internação

A internação em saúde mental e dependência química deve ser conduzida com base em cuidado humanizado, segurança assistencial e respeito à dignidade humana.

Mesmo quando há necessidade de monitoramento intensivo, estabilização clínica ou proteção da vida, o paciente continua sendo uma pessoa com direitos, história, vínculos familiares e necessidade de escuta.

Na prática, segurança não significa apenas reduzir riscos imediatos.

Também envolve privacidade, sigilo, rotina terapêutica adequada, comunicação responsável, equipe técnica preparada e um ambiente que favoreça acolhimento em vez de punição ou isolamento.

Direitos essenciais durante a internação

Durante uma internação em saúde mental, alguns princípios devem orientar todo o cuidado:

  • Preservação da dignidade, da integridade física e da integridade emocional do paciente.
  • Atendimento por equipe técnica habilitada, com registro adequado em prontuário.
  • Sigilo sobre informações clínicas, respeitando normas éticas e legais.
  • Comunicação familiar quando pertinente, observando direitos do paciente e critérios assistenciais.
  • Ambiente seguro, acolhedor e compatível com as necessidades de cuidado.
  • Condutas terapêuticas proporcionais, justificadas e acompanhadas por profissionais de saúde.
  • Respeito à legislação vigente, às diretrizes do Ministério da Saúde e às normas sanitárias aplicáveis, incluindo parâmetros da ANVISA.

Esses pontos ajudam a diferenciar uma internação terapêutica de uma prática meramente restritiva.

O objetivo do cuidado deve ser proteger, estabilizar, tratar e preparar caminhos possíveis para continuidade do acompanhamento.

Deveres da instituição de saúde

Uma instituição que realiza internação em saúde mental deve organizar o cuidado de forma ética, técnica e documentada.

Isso inclui avaliação clínica, acompanhamento multiprofissional, prontuário, monitoramento de riscos, preservação do sigilo e respeito aos limites legais de cada modalidade de internação.

A Clínica Homem Leão, localizada em Cascavel, Paraná, informa atuar em conformidade com a legislação vigente, com diretrizes do Ministério da Saúde e com normas da ANVISA, dentro de uma proposta de cuidado humanizado para saúde mental e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

Esse tipo de conformidade é importante porque a internação envolve decisões sensíveis, que exigem responsabilidade técnica e proteção dos direitos do paciente.

O papel da família sem ultrapassar limites éticos

A família pode ter papel importante ao relatar histórico de sofrimento psíquico, uso de substâncias, crises, riscos, tratamentos anteriores e dificuldades de adesão.

Essas informações ajudam a equipe a compreender o contexto e a planejar o cuidado com mais segurança.

Ao mesmo tempo, a participação familiar não deve substituir a avaliação profissional nem anular direitos do paciente.

Em internações voluntárias, o consentimento e a compreensão mínima da necessidade de cuidado são pontos centrais.

Em situações sem consentimento, a conduta precisa ser avaliada conforme critérios clínicos e legais específicos.

Segurança também é escuta, privacidade e respeito

Em saúde mental, segurança não se resume a vigilância.

Um ambiente seguro também precisa oferecer previsibilidade, acolhimento, respeito à intimidade, escuta qualificada e rotina terapêutica coerente com o quadro clínico.

Para muitas pessoas, sentir-se tratado com respeito é parte importante da adesão ao cuidado.

Por isso, práticas como comunicação clara, manejo ético de crises, administração segura de medicamentos quando indicados, acompanhamento psicológico e preservação do sigilo contribuem para reduzir medo, desorganização emocional e resistência ao tratamento.

A internação retira os direitos do paciente?

Não.

A internação não retira os direitos do paciente.

O cuidado deve preservar dignidade, integridade, sigilo, segurança e respeito.

O que pode mudar, conforme a avaliação clínica e a modalidade de internação, é o nível de supervisão necessário para proteger a vida e organizar o tratamento.

Quando houver dúvidas sobre direitos, consentimento, comunicação com familiares ou modalidade de internação, o mais seguro é buscar orientação com profissionais de saúde mental e consultar informações institucionais sobre missão, estrutura e abordagem terapêutica da clínica, se disponíveis.

O papel do Plano Terapêutico Singular e da equipe multiprofissional

O Plano Terapêutico Singular, também chamado de PTS, é um planejamento individualizado de cuidado construído a partir das necessidades clínicas, emocionais, sociais e familiares de cada paciente.

Ele ajuda a transformar a internação em uma etapa organizada do tratamento, com metas terapêuticas, acompanhamento contínuo e preparação para a continuidade do cuidado após a alta.

Em saúde mental e dependência química, a internação não deve ser compreendida como um fim em si mesma.

Ela pode ser necessária em determinados momentos para favorecer estabilização, desintoxicação supervisionada, proteção da vida, manejo de crises e reorganização da rotina terapêutica.

Porém, a recuperação costuma exigir um percurso mais amplo, que envolve adesão ao tratamento, suporte familiar, acompanhamento profissional e estratégias de reinserção familiar e social.

Na prática, o PTS pode ajudar a responder perguntas essenciais:

  • Quais são os principais riscos e necessidades do paciente neste momento?
  • Há sintomas psiquiátricos, sofrimento psíquico intenso ou uso problemático de substâncias que exigem cuidado mais próximo?
  • Quais metas terapêuticas são realistas para a fase atual da internação?
  • Que tipo de acompanhamento psicológico, médico, de enfermagem ou nutricional pode ser indicado?
  • Como preparar a continuidade do tratamento depois da internação?
  • De que forma a família pode participar sem substituir a autonomia e os direitos do paciente?

A construção desse plano depende de avaliação profissional.

Decisões sobre medicação segura, desintoxicação, manejo de crises, estabilização psiquiátrica e condutas clínicas devem ser realizadas por profissionais habilitados, considerando a condição de cada pessoa.

Isso é importante porque dois pacientes com uso de álcool ou outras drogas, por exemplo, podem ter necessidades muito diferentes: um pode apresentar risco clínico imediato, outro pode precisar de suporte intensivo para adesão, e outro pode demandar atenção maior à saúde mental associada.

A equipe multiprofissional é central nesse processo porque amplia a visão sobre o paciente.

A Clínica Homem Leão informa contar com médicos psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e outros especialistas, atuando de forma integrada no cuidado em saúde mental e dependência química.

Essa composição permite que o tratamento seja observado por diferentes perspectivas, sem reduzir a pessoa ao diagnóstico ou ao uso de substâncias.

Entre os componentes possíveis do cuidado em um PTS, podem estar:

  • Avaliação psiquiátrica para compreender sintomas, riscos, necessidade de estabilização e condutas clínicas;
  • Acompanhamento de enfermagem para observação contínua, segurança assistencial e apoio à rotina de cuidado;
  • Psicologia para escuta qualificada, elaboração emocional, fortalecimento da adesão e reflexão sobre padrões de comportamento;
  • Nutrição para avaliar necessidades alimentares e contribuir com a recuperação física durante a internação;
  • Rotina terapêutica estruturada, com atividades compatíveis com o quadro clínico e os objetivos definidos pela equipe;
  • Orientação familiar, quando pertinente, para melhorar comunicação, limites, apoio e preparação para a reinserção;
  • Planejamento de continuidade do cuidado, evitando que a alta seja tratada como encerramento absoluto do processo.

Esse planejamento não deve ser visto como um protocolo rígido ou igual para todos.

O valor do PTS está justamente na singularidade: ele organiza prioridades, acompanha a evolução do paciente e pode ser ajustado conforme a resposta clínica, o nível de adesão, os riscos observados e as necessidades psicossociais identificadas pela equipe.

Todo paciente recebe o mesmo tratamento?

Não.

O cuidado deve ser individualizado conforme avaliação clínica, psiquiátrica e psicossocial.

Embora uma instituição possa ter rotinas de segurança e acompanhamento, o Plano Terapêutico Singular considera a história do paciente, seu estado atual, a presença de transtornos mentais, o uso de substâncias, a rede familiar e os objetivos possíveis para cada fase do tratamento.

Quando houver dúvidas sobre equipe, abordagem terapêutica ou tratamento para dependência química, o ideal é buscar orientação diretamente com profissionais da instituição.

Como a família pode buscar orientação com segurança

Buscar informação é um passo importante, mas a decisão sobre internação, seja voluntária ou involuntária, não deve ser tomada apenas pela família em momentos de medo, exaustão ou urgência emocional.

Quando há sofrimento psíquico intenso, uso problemático de álcool ou outras drogas, risco à saúde, comportamento imprevisível ou recusa persistente de cuidado, o caminho mais seguro é procurar orientação profissional em saúde mental.

A família pode observar sinais, organizar informações e oferecer acolhimento, mas a definição da modalidade de cuidado depende de avaliação médica, psiquiátrica ou psicológica.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação individualizada por profissionais habilitados.

A Clínica Homem Leão é uma instituição privada localizada em área rural de Cascavel, Paraná, dedicada ao cuidado em saúde mental e a problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

No contexto de uma decisão responsável, uma orientação especializada pode ajudar a compreender riscos, possibilidades terapêuticas, limites familiares e continuidade do tratamento.

Quando procurar ajuda profissional

A família deve buscar orientação com mais urgência quando perceber situações como:

  • Sofrimento emocional intenso, desorganização do comportamento ou piora importante do quadro psíquico;
  • Uso frequente ou perigoso de álcool e outras drogas;
  • Sinais de abstinência, intoxicação ou perda de controle sobre o consumo;
  • Abandono de tratamentos anteriores ou dificuldade de manter acompanhamento ambulatorial;
  • Risco de autoagressão, agressividade, exposição a perigos ou negligência grave com a própria saúde;
  • Conflitos familiares recorrentes associados ao quadro mental ou ao uso de substâncias;
  • Recusa persistente de cuidado, especialmente quando há sinais de risco ou incapacidade de avaliar a própria condição.

Nem todo caso exige internação.

Em algumas situações, o acompanhamento ambulatorial, a psicoterapia, o tratamento medicamentoso supervisionado, a rede de apoio e outros recursos podem ser suficientes.

Em outras, pode haver necessidade de cuidado intensivo em ambiente estruturado.

Essa diferença deve ser avaliada por profissionais.

Como conversar com o paciente antes de buscar encaminhamento

Sempre que houver segurança para a conversa, a abordagem deve priorizar acolhimento, clareza e respeito.

Em vez de discutir apenas a internação, a família pode começar falando sobre preocupação, sofrimento observado e desejo de ajudar.

Algumas atitudes costumam tornar a conversa mais segura:

  • Escolher um momento de menor tensão, evitando conversar durante intoxicação, crise ou conflito agudo;
  • Usar frases objetivas, como estamos preocupados com sua saúde e queremos buscar ajuda com você;
  • Evitar ameaças, humilhações ou acusações, pois isso pode aumentar resistência e afastamento;
  • Reconhecer que o paciente pode sentir medo, vergonha ou desconfiança;
  • Propor uma avaliação profissional como primeiro passo, e não como punição;
  • Manter limites familiares claros quando houver risco, violência, manipulação ou esgotamento da rede de apoio.

O tratamento com internação voluntária exige que a pessoa compreenda minimamente a necessidade de cuidado e aceite a permanência no ambiente terapêutico.

Se a pessoa não aceita ajuda, a situação não deve ser chamada automaticamente de voluntária.

Casos sem consentimento exigem avaliação clínica, análise de risco e observância da legislação vigente.

Informação ajuda, mas não substitui decisão técnica

Pesquisar sobre internação, dependência química ou saúde mental pode preparar a família para fazer perguntas melhores.

Porém, não é recomendado concluir sozinha qual modalidade de internação é adequada.

A mesma manifestação externa, como recusa de tratamento, agitação ou uso contínuo de substâncias, pode ter causas e níveis de risco diferentes.

Uma avaliação profissional pode considerar:

  • Condição clínica geral;
  • Condição psiquiátrica atual;
  • Histórico de uso de álcool e outras drogas;
  • Tentativas anteriores de tratamento;
  • Risco imediato para o paciente ou terceiros;
  • Capacidade de consentimento e adesão;
  • Presença ou ausência de rede familiar;
  • Necessidade de estabilização, desintoxicação supervisionada ou cuidado contínuo;
  • Possibilidades de reinserção familiar e social após a fase intensiva do cuidado.

Essa análise reduz o risco de decisões precipitadas e ajuda a proteger tanto o paciente quanto a família.

Perguntas frequentes

Quando a família deve procurar ajuda?
Quando houver sofrimento intenso, uso problemático de substâncias, risco à saúde, mudanças graves de comportamento, abandono de tratamento ou dificuldade de manter o cuidado em casa.

Em situações de risco imediato, a família deve buscar atendimento de urgência pelos canais de saúde disponíveis na sua região.

Internação voluntária exige consentimento?
Sim.

A internação voluntária pressupõe consentimento do paciente e participação ativa no cuidado.

O paciente precisa aceitar a internação e compreender, dentro de sua condição clínica, por que aquele cuidado está sendo proposto.

E se a pessoa não aceita tratamento?
A recusa não deve ser ignorada nem tratada de forma simplista.

Quando há recusa associada a risco, desorganização importante, dependência química grave ou sofrimento psíquico intenso, o caso precisa ser avaliado por profissionais habilitados, com atenção aos direitos do paciente, à segurança e à legislação aplicável.

Quanto custa uma internação ou avaliação?
Custos, condições de atendimento e possibilidades de encaminhamento devem ser confirmados diretamente com a clínica ou serviço responsável.

Evite tomar decisões apenas por preço: em saúde mental, a avaliação da necessidade clínica, da segurança assistencial e da adequação do cuidado é essencial.

Próximo passo seguro

Se a família está em dúvida, o mais prudente é buscar orientação especializada e apresentar o caso com o máximo de informações possíveis.

Isso não obriga uma internação imediata, nem define previamente a modalidade de tratamento.

A avaliação serve para compreender o quadro, estimar riscos e orientar uma decisão responsável.

Caso exista no site da instituição uma página de contato ou avaliação, ela pode ser usada como ponto de partida para solicitar orientação.

Checklist para levar à avaliação

Antes de conversar com a equipe de saúde mental, a família pode organizar respostas para estas perguntas:

  • Quais são os riscos atuais para o paciente ou para outras pessoas?
  • Houve ameaças, autoagressão, agressividade, desaparecimentos ou exposição a perigos?
  • Há uso de álcool, medicamentos sem prescrição ou outras drogas? Com que frequência?
  • Existem sinais de abstinência, intoxicação ou perda de controle?
  • O paciente já fez tratamento antes? O que ajudou e o que não funcionou?
  • Há diagnóstico psiquiátrico conhecido ou uso atual de medicação?
  • O paciente aceita conversar com profissionais ou recusa qualquer cuidado?
  • Quem faz parte da rede de apoio familiar?
  • A família consegue manter segurança e acompanhamento em casa neste momento?
  • Quais são as principais dúvidas sobre internação, continuidade do tratamento e reinserção social?

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