Internação compulsória

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Internação compulsória: o que é, quando é indicada e como funciona dentro da lei

O que é internação compulsória e em quais situações ela pode ser considerada

Resposta rápida: A internação compulsória é uma medida de cuidado em saúde mental que exige avaliação clínica, respaldo legal e atenção aos direitos do paciente.

De caráter excepcional, é determinada pela Justiça quando há necessidade clínica, risco relevante à integridade e ausência de consentimento, sempre com respeito à dignidade da pessoa.

Na prática, esse tipo de internação só deve ser considerado quando a situação ultrapassa uma simples recusa ao tratamento.

Muitas pessoas podem negar ajuda por medo, vergonha, desinformação ou experiências anteriores difíceis.

Isso, por si só, não significa que a internação determinada judicialmente seja indicada.

A preocupação central surge quando há sinais de que o paciente, em uma crise psiquiátrica ou em um quadro relacionado a transtornos mentais e ao uso de álcool e outras drogas, pode estar momentaneamente incapaz de reconhecer o risco que oferece a si mesmo ou a terceiros.

Essa diferença é essencial.

Recusar tratamento ainda pode fazer parte de uma decisão consciente, mesmo que a família discorde.

Já a incapacidade momentânea de reconhecer perigo pode ocorrer em situações de desorganização psíquica intensa, intoxicação, abstinência grave, comportamento de autoagressão, ameaça concreta à própria integridade, exposição a riscos severos ou atitudes que coloquem outras pessoas em perigo.

Nesses casos, a discussão deixa de ser apenas familiar e passa a exigir avaliação médica, análise psiquiátrica, documentação adequada e observância da legislação brasileira.

A internação compulsória não deve ser entendida como punição, castigo, exclusão social ou forma de afastar uma pessoa considerada difícil.

Em saúde mental, o objetivo responsável é proteção e estabilização.

Trata-se de um recurso extremo, usado quando outras formas de cuidado não foram suficientes, não foram aceitas pelo paciente em situação de risco relevante ou não conseguem oferecer segurança imediata.

Mesmo em momentos críticos, os direitos do paciente precisam ser preservados, incluindo dignidade, confidencialidade, cuidado proporcional e acompanhamento por profissionais habilitados.

Entre as situações em que a medida pode ser considerada, sempre mediante avaliação individualizada, estão:

  • Crise psiquiátrica com risco significativo à própria integridade;
  • Comportamento que represente risco relevante a familiares, cuidadores ou terceiros;
  • Agravamento de transtornos mentais com perda importante da capacidade de avaliar consequências;
  • Uso de álcool e outras drogas associado a risco clínico, psiquiátrico ou social grave;
  • Recusa de tratamento em contexto no qual há suspeita de incapacidade momentânea de reconhecer a necessidade de cuidado;
  • Necessidade de estabilização clínica e acompanhamento multiprofissional em ambiente seguro.

Essa lista não deve ser usada como checklist de autodiagnóstico nem como substituto de uma consulta.

A decisão exige análise do caso concreto.

O laudo médico, quando necessário, deve descrever de forma circunstanciada os elementos clínicos observados, os riscos envolvidos e a justificativa terapêutica da conduta.

A família ou o representante legal pode ter papel importante ao relatar histórico, episódios recentes, uso de medicações, crises anteriores e mudanças de comportamento, mas a determinação da internação compulsória envolve a Justiça e não depende apenas da vontade familiar.

Também é importante evitar linguagem criminalizante sobre dependência química ou transtornos mentais.

Pessoas em sofrimento psíquico não devem ser reduzidas ao diagnóstico, ao comportamento de crise ou ao uso de substâncias.

O cuidado adequado considera contexto, história clínica, vínculos familiares, riscos atuais e possibilidades de reintegração social.

Por isso, uma abordagem ética busca equilibrar proteção imediata e respeito à autonomia, reconhecendo que a autonomia pode estar temporariamente comprometida em determinados quadros graves.

A Clínica Homem Leão, oficialmente Centro Especializado em Saúde Mental Homem Leão Ltda, é uma instituição privada fundada em julho de 2019, sediada na área rural de Cascavel, Paraná.

Conforme seu contexto institucional, atua no tratamento de pessoas com transtornos mentais e relacionados ao uso de álcool e outras drogas, com atendimento humanizado, equipe multiprofissional e padrões de qualidade e segurança alinhados às diretrizes aplicáveis do Ministério da Saúde e da ANVISA.

Nesse cenário, compreender o que é internação compulsória ajuda a família a buscar ajuda com mais responsabilidade.

Em vez de agir por desespero, medo ou pressão social, o caminho mais seguro é procurar avaliação especializada para entender se há indicação clínica, se existem alternativas menos restritivas e qual modalidade de cuidado é compatível com a situação.

Quando houver risco iminente, a prioridade deve ser proteger vidas e acionar suporte adequado, sem perder de vista que toda intervenção precisa ter finalidade terapêutica e respeitar os direitos do paciente.

Para aprofundar o tema, vale consultar conteúdos institucionais ou páginas de serviço sobre tratamento de saúde mental, dependência química, avaliação psiquiátrica, internação involuntária e Plano Terapêutico Singular, quando disponíveis no site.

Aspectos legais, direitos do paciente e diferença entre internação compulsória, involuntária e voluntária

Ao tratar da internação compulsória, é essencial diferenciar essa modalidade das internações voluntária e involuntária para evitar decisões precipitadas.

Embora todas possam ocorrer em contextos de saúde mental, transtornos mentais, uso de álcool e outras drogas ou crise psiquiátrica, elas não têm o mesmo fundamento jurídico, o mesmo fluxo de decisão nem a mesma relação com o consentimento do paciente.

A base ética e legal deve ser sempre a proteção da pessoa, a preservação da dignidade, a finalidade terapêutica e o respeito aos direitos do paciente.

No Brasil, a discussão envolve a Lei Federal nº 10.216/2001, que trata da proteção e dos direitos das pessoas com transtornos mentais, e a Lei Federal nº 13.840/2019, que atualiza regras relacionadas às políticas sobre drogas e modalidades de cuidado.

Também devem ser observadas diretrizes aplicáveis do Ministério da Saúde e da ANVISA, especialmente quanto à segurança, documentação, qualidade assistencial e responsabilidade institucional.

Modalidade Como se diferencia Quem participa da decisão Pontos de atenção
Internação voluntária Ocorre quando há consentimento do paciente para receber cuidado em ambiente de internação. O próprio paciente consente, com avaliação médica e acompanhamento da equipe de saúde. O consentimento deve ser informado, registrado e respeitado conforme a condição clínica e o plano terapêutico.
Internação involuntária Ocorre sem consentimento do paciente, mas a partir de solicitação de familiar ou representante legal, quando há indicação clínica. Familiar ou representante legal formaliza a solicitação, e a necessidade deve ser respaldada por avaliação médica e laudo médico circunstanciado, conforme o enquadramento aplicável. Não deve ser usada por conveniência familiar ou social; exige justificativa clínica, documentação adequada e preservação dos direitos humanos.
Internação compulsória Envolve determinação da Justiça, em contexto específico, quando a medida é considerada necessária diante de risco relevante e necessidade de cuidado. A autoridade judicial decide, com base em elementos técnicos e documentação pertinente, incluindo avaliação clínica quando aplicável. É uma medida excepcional, que deve ter finalidade terapêutica, respeito à dignidade e observância rigorosa da legislação brasileira.

Internação compulsória é legal no Brasil?

Sim.

A internação compulsória é uma medida prevista em contexto legal específico no Brasil, mas não pode ser tratada como decisão automática, punição ou forma de isolamento social.

Ela depende de avaliação técnica, documentação adequada e decisão competente, sempre com respeito aos direitos do paciente, aos direitos humanos e à finalidade terapêutica do cuidado.

Essa distinção é importante porque a legalidade não depende apenas da existência de conflito familiar, resistência ao tratamento ou comportamento difícil de manejar.

Em saúde mental, a recusa ao cuidado pode ter diferentes causas: medo, desinformação, experiências anteriores negativas, sofrimento psíquico intenso ou incapacidade momentânea de reconhecer o próprio risco.

Por isso, uma decisão responsável precisa considerar o quadro clínico, o risco à integridade do paciente ou de terceiros, a possibilidade de cuidado menos restritivo e a necessidade de estabilização.

Quem pode solicitar e quem decide

Na internação voluntária, o consentimento parte do próprio paciente.

Na internação involuntária, a iniciativa costuma envolver um familiar ou representante legal, acompanhada de avaliação médica e laudo médico circunstanciado quando a medida é indicada.

Já na internação compulsória, a decisão envolve a Justiça: a autoridade judicial é quem determina a medida, conforme os elementos apresentados no caso concreto e o enquadramento legal aplicável.

Isso significa que a família não deve interpretar a internação compulsória como uma escolha unilateral.

O familiar pode buscar ajuda, reunir informações clínicas, relatar situações de crise e procurar avaliação especializada, mas a modalidade compulsória exige decisão judicial.

Da mesma forma, a internação involuntária não deve ocorrer sem respaldo médico.

Em ambos os cenários, a comunicação e a documentação são partes centrais do processo, pois ajudam a demonstrar a necessidade clínica, a proporcionalidade da medida e a finalidade terapêutica.

O laudo médico circunstanciado tem papel relevante porque organiza informações sobre o estado de saúde, riscos observados, necessidade de cuidado e justificativa técnica.

Ele não deve ser visto como mera formalidade: é um instrumento de segurança para o paciente, para a família, para a equipe assistencial e para as autoridades competentes.

Quanto mais sensível for a restrição de liberdade envolvida, maior deve ser o cuidado com registro, comunicação, confidencialidade e respeito à pessoa atendida.

Proteção clínica não pode apagar direitos humanos

Um erro comum é tratar a internação como resposta simples para problemas complexos.

A tensão entre proteção clínica e direitos humanos existe justamente porque, em algumas situações, a pessoa pode estar em risco significativo e, ao mesmo tempo, ter direitos que não podem ser ignorados.

Por isso, a internação compulsória deve ser compreendida como recurso excepcional.

Ela não deve servir para resolver conflitos familiares, afastar socialmente uma pessoa, punir recaídas ou substituir políticas de cuidado contínuo.

Quando indicada dentro da lei, sua razão de existir é proteger a vida, reduzir riscos, favorecer estabilização clínica e permitir que uma equipe de saúde mental acompanhe o paciente em ambiente seguro.

Durante qualquer modalidade de internação, alguns direitos precisam ser preservados: dignidade, segurança, confidencialidade das informações, cuidado humanizado, acompanhamento por equipe qualificada, registro adequado da assistência e respeito à condição clínica.

Esses princípios são compatíveis com as diretrizes da Lei Federal nº 10.216/2001, da Lei Federal nº 13.840/2019 e com a necessidade de padrões de qualidade e segurança associados ao Ministério da Saúde e à ANVISA.

A Clínica Homem Leão informa conduzir seus processos em consonância com a legislação nacional, com transparência, responsabilidade e padrões de qualidade e segurança alinhados às diretrizes aplicáveis.

Como instituição privada especializada em transtornos mentais e relacionados ao uso de álcool e outras drogas, a clínica posiciona o cuidado a partir de avaliação individualizada, atendimento humanizado e atuação multiprofissional, sem tratar a internação como medida meramente administrativa.

Perguntas frequentes sobre a diferença entre as modalidades

Qual a diferença entre internação compulsória e involuntária?
A involuntária ocorre sem consentimento do paciente, mas parte de solicitação de familiar ou representante legal e exige respaldo médico conforme o caso.

A compulsória envolve determinação judicial, sendo uma medida excepcional vinculada à decisão da Justiça e à documentação técnica pertinente.

A família pode decidir sozinha pela internação compulsória?
Não.

A família pode buscar ajuda, relatar riscos, organizar informações e procurar avaliação especializada, mas a internação compulsória depende de autoridade judicial.

Quando a modalidade é involuntária, também não se trata de simples decisão familiar: é necessário respaldo clínico e documentação adequada.

É necessário laudo médico?
O laudo médico circunstanciado é um elemento central nos casos em que a internação sem consentimento é considerada, pois registra a avaliação técnica, a necessidade de cuidado e os riscos observados.

Ele contribui para que a decisão seja fundamentada, proporcional e voltada à proteção do paciente.

Quais direitos devem ser preservados durante a internação?
Devem ser preservados os direitos do paciente, incluindo dignidade, segurança, confidencialidade, cuidado humanizado, comunicação adequada, documentação responsável e assistência compatível com sua condição clínica.

A internação, quando necessária, deve ter finalidade terapêutica e não caráter punitivo.

Este conteúdo substitui avaliação médica ou orientação jurídica?
Não.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica, psiquiátrica ou orientação jurídica em casos concretos.

Situações de crise, risco à integridade, transtornos mentais ou uso problemático de álcool e outras drogas exigem análise individualizada por profissionais habilitados e, quando aplicável, pelas autoridades competentes.

Como funciona o cuidado na Clínica Homem Leão: avaliação, PTS e acompanhamento multiprofissional

Na Clínica Homem Leão, oficialmente Centro Especializado em Saúde Mental Homem Leão Ltda, o cuidado em saúde mental parte de uma premissa essencial: uma situação de crise não deve ser tratada como um rótulo definitivo sobre a pessoa.

Mesmo quando há indicação de internação compulsória ou de outra modalidade de internação, a assistência precisa considerar o quadro clínico, o risco envolvido, a história do paciente, a participação da família ou representante legal e a necessidade de preservar dignidade, segurança e direitos.

Fundada em julho de 2019, a Clínica Homem Leão é uma instituição privada sediada na área rural de Cascavel, Paraná, especializada no tratamento de pessoas com transtornos mentais e condições relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.

O atendimento é direcionado a maiores de 18 anos, do sexo masculino e feminino, especialmente em contextos nos quais há risco à própria integridade ou à de terceiros, necessidade de estabilização clínica, desintoxicação supervisionada quando pertinente e acompanhamento contínuo por equipe multiprofissional.

Etapas do cuidado: da avaliação ao acompanhamento durante a internação

O funcionamento do cuidado não deve ser entendido como um ato único, mas como um processo clínico e assistencial.

Em linhas gerais, a jornada envolve avaliação, documentação quando necessária, definição terapêutica individualizada e acompanhamento durante a internação.

  1. Avaliação clínica e psiquiátrica

O primeiro passo é compreender a gravidade do quadro.

A avaliação clínica e psiquiátrica busca identificar sinais de crise psiquiátrica, sofrimento intenso, prejuízo de julgamento, risco à integridade do paciente ou de terceiros, uso problemático de álcool e outras drogas, presença de transtornos mentais e condições associadas.

Essa etapa é decisiva porque a internação não deve ser banalizada nem usada como solução automática para conflitos familiares ou sociais.

Em situações de maior complexidade, a avaliação ajuda a diferenciar resistência ao tratamento, falta de consciência sobre o próprio adoecimento, intoxicação, abstinência, desorganização psíquica e outras condições que podem comprometer a capacidade momentânea de tomar decisões seguras.

  1. Laudo médico circunstanciado quando necessário

Quando o caso exige formalização técnica, pode ser elaborado um laudo médico circunstanciado.

Esse documento descreve os elementos clínicos observados e a justificativa para a conduta indicada, conforme o enquadramento aplicável.

No contexto de internações sem consentimento do paciente, a documentação adequada é parte essencial da segurança clínica, ética e legal.

O laudo não deve ser visto como mera burocracia.

Ele ajuda a registrar por que a medida foi considerada necessária, quais riscos foram identificados e qual finalidade terapêutica se pretende alcançar.

Isso é especialmente relevante em temas sensíveis, nos quais a proteção do paciente precisa caminhar junto com o respeito aos direitos da pessoa.

  1. Formalização da solicitação nos casos aplicáveis

Nos casos em que a legislação prevê solicitação por familiar ou representante legal, essa formalização integra o processo.

A Clínica Homem Leão informa atuar em consonância com a legislação nacional aplicável, incluindo as bases legais que regulam modalidades de internação em saúde mental e uso de substâncias.

Na internação compulsória, por sua natureza, há envolvimento de determinação judicial; em outras modalidades, como a involuntária, a solicitação familiar ou de representante legal e o respaldo médico assumem papel central.

Para a família, esse é um momento delicado.

A decisão costuma surgir após episódios de sofrimento, risco, recusas de cuidado ou agravamento do quadro.

Ainda assim, é importante que a busca por ajuda seja orientada por finalidade terapêutica, não por punição, isolamento social ou conveniência.

O foco deve ser proteção, estabilização e construção de um plano de cuidado possível.

  1. Definição do Plano Terapêutico Singular

Plano Terapêutico Singular é uma estratégia de cuidado individualizada que organiza objetivos, intervenções e acompanhamento conforme as necessidades clínicas e psicossociais de cada paciente.

Na prática, o PTS ajuda a transformar uma medida de crise em um plano de cuidado estruturado.

Em vez de tratar todos os pacientes da mesma forma, o Plano Terapêutico Singular considera fatores como condição clínica atual, histórico de transtornos mentais, padrão de uso de álcool e outras drogas, necessidade de desintoxicação supervisionada, suporte psicológico, rotina assistencial, vínculos familiares e perspectiva de reintegração social.

Esse ponto é especialmente importante porque a internação, por si só, não resume o tratamento.

A internação pode oferecer ambiente protegido, monitoramento permanente e acesso a profissionais, mas o cuidado ganha sentido quando há objetivos terapêuticos definidos e revisados conforme a evolução do paciente.

O PTS contribui para organizar a estabilização clínica, apoiar a recuperação da autonomia e reduzir decisões padronizadas em um campo que exige individualização.

  1. Acompanhamento multiprofissional durante a internação

Durante a internação, a assistência integral é conduzida por equipe multiprofissional.

Conforme o contexto informado pela instituição, essa equipe conta com médicos psiquiatras, enfermeiros, psicólogos e outros especialistas envolvidos no cuidado.

A presença de diferentes áreas permite observar o paciente por múltiplas dimensões: sintomas psiquiátricos, condições físicas, comportamento, adesão às intervenções, sofrimento emocional, relações familiares e necessidades de reintegração social.

A atuação conjunta é relevante porque quadros de saúde mental e uso de substâncias raramente se resolvem com uma única intervenção.

Pode haver necessidade de estabilização clínica, manejo de crise, acompanhamento psicológico, desintoxicação supervisionada quando pertinente, suporte de enfermagem e orientação à família.

O objetivo é oferecer cuidado contínuo, seguro e humanizado, sem reduzir a pessoa ao diagnóstico ou ao episódio que motivou a internação.

Ambiente de cuidado: segurança, conforto e acolhimento

A Clínica Homem Leão está localizada em área rural de Cascavel, Paraná, e sua infraestrutura foi projetada para favorecer um ambiente acolhedor.

O contexto informado destaca suítes climatizadas, áreas de convivência e monitoramento permanente, elementos que contribuem para segurança, conforto e organização da rotina assistencial.

Em saúde mental, o ambiente importa.

Espaços adequados não substituem avaliação técnica nem acompanhamento profissional, mas podem ajudar a reduzir estímulos desorganizadores, favorecer a adesão ao cuidado e proporcionar condições mais estáveis para observação clínica.

O que a família deve organizar antes de buscar ajuda

Antes de procurar avaliação especializada, a família ou o representante legal pode reunir informações que ajudem a equipe a compreender o caso com mais precisão.

Essa organização não substitui a avaliação profissional e não deve ser interpretada como lista obrigatória, mas pode facilitar o início do atendimento.

  • Histórico recente de crises, mudanças de comportamento, episódios de agressividade, autoagressão, desorientação ou risco.
  • Informações sobre uso de álcool e outras drogas, incluindo padrão percebido, agravamentos e tentativas anteriores de cuidado.
  • Diagnósticos já conhecidos de transtornos mentais, se houver.
  • Medicações em uso, interrupções de tratamento ou reações observadas.
  • Contatos de familiares ou responsáveis que acompanham o caso.
  • Relatos sobre recusas de tratamento, abandono de acompanhamento ou situações em que o paciente não reconhece o risco.
  • Informações sobre atendimentos prévios, internações anteriores ou acompanhamento psicológico e psiquiátrico, quando existirem.

Em situações de risco iminente, a orientação mais responsável é não esperar o agravamento.

Buscar avaliação especializada ajuda a entender qual modalidade de cuidado é adequada ao caso, quais medidas são proporcionais e como preservar segurança, dignidade e direitos.

Diferenciais assistenciais informados pela Clínica Homem Leão

A Clínica Homem Leão consolidou-se como referência regional conforme o contexto institucional apresentado, mantendo compromisso com qualidade, segurança, transparência e humanização.

Sua atuação privada, iniciada em julho de 2019, está voltada ao cuidado de pessoas com transtornos mentais e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, com parcerias com municípios, operadoras de saúde e instituições.

Entre os diferenciais informados estão a avaliação individualizada por Plano Terapêutico Singular, a presença de equipe multiprofissional, a estrutura com suítes climatizadas e áreas de convivência, o monitoramento permanente e a condução do cuidado conforme diretrizes do Ministério da Saúde e da ANVISA.

Esses elementos reforçam uma proposta assistencial que combina segurança clínica, acolhimento e responsabilidade, sem reduzir a internação a uma medida de contenção.

Quando procurar avaliação especializada

A busca por ajuda deve ser considerada quando há sofrimento psíquico intenso, agravamento de transtornos mentais, uso de álcool e outras drogas com perda de controle, risco à integridade do paciente ou de terceiros, recusa persistente de cuidado em contexto de risco ou sinais de crise que a família não consegue manejar com segurança.

A avaliação profissional é o caminho para diferenciar urgência, necessidade de internação, possibilidades ambulatoriais e modalidade legal aplicável.

Dúvidas frequentes sobre internação compulsória

Quando procurar ajuda?
Quando houver risco relevante, crise psiquiátrica, uso de substâncias com prejuízo importante, agravamento de sintomas ou recusa de tratamento em situação que comprometa a segurança.

Em casos concretos, a avaliação clínica e psiquiátrica é indispensável.

A clínica atende homens e mulheres?
Sim.

Conforme as informações fornecidas, o serviço é direcionado a pacientes maiores de 18 anos, do sexo masculino e feminino.

O tratamento é igual para todos?
Não deve ser.

A Clínica Homem Leão utiliza o Plano Terapêutico Singular, ou PTS, para organizar o cuidado de forma individualizada, considerando necessidades clínicas e psicossociais de cada paciente.

O que é Plano Terapêutico Singular?
É uma estratégia de cuidado individualizada que define objetivos, intervenções e acompanhamento conforme a condição do paciente.

No contexto da internação, ajuda a orientar estabilização clínica, suporte psicológico, desintoxicação supervisionada quando pertinente e planejamento voltado à recuperação da autonomia e reintegração social.

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